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FUTEBOL DE SALÃO OU FUTSAL
O futebol de
salão começou a ser praticado em 1930 por jovens freqüentadores da
Associação Cristã de Moços (ACM) de São Paulo e em Montevidéo, no Uruguai.
Devido à dificuldade para encontrar campos de futebol, improvisaram "peladas"
nas quadras de basquete e hóquei aproveitando as traves usadas na prática desse
último esporte.
O Uruguai, nos anos 30, era a grande
referência no futebol, sua seleção foi bicampeã olímpica e sede da primeira
Copa do Mundo de Futebol, promovida pela FIFA, sendo também a primeira seleção
campeã. O futebol estava em alta nos dois países e o intercâmbio dentro da ACMs
era constante.
Para os uruguaios, o criador do esporte
foi o professor Juan Carlos Ceriani Gravier, da ACM de Montevidéo. Nesta
associação, um grupo de jovens alunos, empolgados com o sucesso do futebol
uruguaio, praticavam-no como recreação em quadras de basquete.
Assim, o professor Ceriani preparou
algumas regras em 1933, tomando como base quatro esportes: basquete, handebol,
futebol e pólo-aquático. Do basquete, além da quadra, adaptou a falta pessoal,
a troca de jogadores e o tempo total de jogo; do handebol, o fato de não poder
marcar gols de qualquer distância; do futebol, sua condição e do pólo-aquático,
quase todas as regras sobre o goleiro.
Entretanto, nós, brasileiros,
argumentamos que o jogo praticado no Uruguai não estava ainda organizado e
poderia ser praticado por cinco, seis e até sete jogadores. Nas décadas de 30 e
40, este "protótipo" do que
viria a ser o futebol de salão era intensamente praticado nas ACMs dos dois
países.
Com isso concluímos que de fato, a
pratica de um tipo de futebol dentro de quadras começou na Associação Cristã de
Moços, seja ela no Brasil ou no Uruguai.
O esporte difundiu-se rapidamente por
outros estados e na década de 50 começaram a ser fundadas as federações
estaduais de futebol de salão. Até 1958, São Paulo e Rio de Janeiro disputavam
a primazia do jogo, havendo divergências entre as regras locais. Tudo se resolveu com a oficialização da
prática pela Confederação Brasileira de Desportos nesse ano, que padronizou as
regras e aceitou as federações estaduais como filiadas.
Em 1956, Luiz Gonzaga de Oliveira, da
Federação Paulista de Futebol de Salão criou o primeiro Livro de Regras,
posteriormente adotadas pela FIFUFA (Federação Internacional de Futebol de
Salão).
Outro fato que dá ao Brasil a paternidade
do futebol de salão é o fato da Federação Uruguaia de Futebol de Salão ser
fundada em 1965, onze anos depois da brasileira.
Para se ter uma idéia da importância que
este tema tem, tanto para o Brasil, como para o Uruguai, basta dizer que em
1967, com a finalidade de esclarecer o mesmo, Luiz Gonzaga, com o apoio de João
Havelange ( então presidente da Confederação Brasileira de Deporto) organizaram
no Rio de Janeiro o I Congresso das Federações de Futebol de Salão. Assistiram
ao congresso catedráticos de educação física ligados às ACMs (do Brasil e do
Uruguai). Tudo indica que a primeira das conclusões a que chegaram foi que o
futebol de salão é um esporte genuinamente brasileiro.
A evolução do esporte
As bolas eram de crina vegetal, serragem
ou cortiça granulada e sofreram sucessivas modificações, diminuindo o seu
tamanho e aumentando seu peso.
Daí o fato de o futebol de salão ser
chamado também de "esporte da
bola pesada". De início as equipes variavam de número, tendo
cinco, seis e até sete jogadores, mas pouco a pouco foi fixado o limite de
cinco. Acreditaram, porém, que o futebol jogado nos salões da ACM era violento
demais, principalmente para os goleiros.
Por isso, sua prática ficou restrita aos
adultos, e assim mesmo esporadicamente.
Durante um curso promovido pelo Instituto Técnico da Federação Sulamericana da Associação Cristã de Moços, foram distribuídas cópias das regras a todos os representantes.
Durante um curso promovido pelo Instituto Técnico da Federação Sulamericana da Associação Cristã de Moços, foram distribuídas cópias das regras a todos os representantes.
QUADRA
A quadra de jogo é um retângulo
com o comprimento de 42 metros e o mínimo de 25 metros, tendo a largura máxima
de 22 metros e a mínima de 15 metros.
a)As linhas demarcatórias da quadra, na lateral e no fundo, deverão estar afastadas 1(um) metro de qualquer obstáculo (cerca ou alambrado); b)Para partidas oficiais a quadra deverá ter um comprimento mínimo de 30 metros e uma largura mínima de 17 metros.
a)As linhas demarcatórias da quadra, na lateral e no fundo, deverão estar afastadas 1(um) metro de qualquer obstáculo (cerca ou alambrado); b)Para partidas oficiais a quadra deverá ter um comprimento mínimo de 30 metros e uma largura mínima de 17 metros.
Todas as linhas demarcatórias da
quadra deverão ser bem visíveis, com 8(oito) centímetros de espessura, que não
sejam sulcos cavados.
a) As linhas demarcatórias de
maior comprimento denominam-se linhas laterais e as de menor comprimento linhas
de fundo. b) Na metade da quadra será traçada uma linha divisória, de uma
extremidade a outra das linhas laterais, eqüidistantes as linhas de fundo.
c) O centro da quadra será demarcado por um pequeno círculo com (dez) centímetros de diâmetro.
d) Ao redor do pequeno círculo será fixado o círculo central da quadra com um raio de 3(três) metros.
c) O centro da quadra será demarcado por um pequeno círculo com (dez) centímetros de diâmetro.
d) Ao redor do pequeno círculo será fixado o círculo central da quadra com um raio de 3(três) metros.
e) As linhas que delimitam as
partes da quadra de jogo pertencem as respectivas partes.
O seu piso será de madeira,
material sintético ou cimento, rigorosamente nivelado, sem declives, nem
depressões, prevenindo escorregões e acidentes.
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ÁREA DE META
Nas quadras com largura igual ou
superior a 17 metros, em cada extremidade da quadra, a 6(seis) metros de
distância de cada poste de meta haverá um semi-círculo perpendicular à linha de
fundo que se estenderá ao interior da quadra com um raio de 6(seis)metros. A
parte superior deste semi-círculo será uma linha reta de 3(tres) metros,
paralela a linha de fundo, entre os postes. A
superfície dentro deste semi-círculo, denomina-se área de meta. Nas
quadras com largura inferior a 17 metros, o semi-círculo perpendicular a linha
de fundo terá um raio de 4(quatro) metros .
As linhas demarcatórias fazem parte da área de meta
As linhas demarcatórias fazem parte da área de meta
PENALIDADE MÁXIMA
A distância de 6(seis) metros do
ponto central da meta, medida por uma linha imaginária em ângulo reto com a
linha de fundo e assinalada por um pequeno círculo de 10(dez) centímetros de
raio, serão marcados os respectivos sinais de penalidade máxima.
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TIRO LIVRE SEM BARREIRA
A distância de 12(doze) metros do
ponto central da meta, medida por uma linha imaginária em ângulo reto com a
linha de fundo, serão marcados os respectivos sinais, de onde serão cobrados os
tiros livres sem barreira, nas hipóteses previstas nestas regras.
METAS (traves ou balizas)
No meio de cada área e sobre a
linha de fundo serão colocadas as metas , formadas por dois postes verticais
separados em 3(três) metros entre eles (medida interior) e ligados por um
travessão horizontal cuja medida livre interior estará a 2(dois) metros do
solo. A largura e espessura dos postes e do travessão serão de 8(oito) centímetros
e quando roliços terão o diâmetro de 8(oito) centímetros.
Os postes e travessão , poderão
ser confeccionados em madeira, plástico, ferro ou material similar e pintados,
de preferência de branco e fixados ao solo. Os postes e travessão deverão ter a
mesma largura e espessura. Serão colocadas redes por trás das metas e
obrigatóriamente presas aos postes, travessão e solo. Deverão estar
convenientemente sustentadas e colocadas de modo a não pertubar ou dificultar a
ação do goleiro.
As redes serão de corda, em
material resistente e malhas de pequena abertura para não permitir a passagem
da bola.
BOLA
A Bola será esférica. O invólucro
será de couro macio ou de outro material aprovado. Nas categorias Principal e
Juvenil, as bolas em sua circunferência terão no máximo 64 (sessenta e quatro)
centímetros e no mínimo 61(sessenta e um) centímetros.
Seu peso terá no máximo 430(quatrocentos e trinta
gramas) e no mínimo 390 (trezentos e noventa) gramas.
Nas categorias Infantil e
Feminino, as bolas em sua circunferência terão no máximo 59(cinquenta e nove)
centímetros e no mínimo 55(cinquenta e cinco)centímetros. Seu peso terá 380
(trezentos e oitenta) gramas e no mínimo 350(trezentos e cinquenta) gramas. As
bolas, para estas categorias, deverão ter uma marca, em cor diferente, bem
visível para sua fácil identificação. A bola somente poderá ser trocada,
durante a partida, com a autorização do árbitro.
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NÚMERO E SUBSTITUIÇÃO DE ATLETAS
A partida será disputada entre
duas equipes compostas, cada uma, por
no máximo de 5(cinco) atletas, um dos quais, obrigatoriamente, será o
goleiro. É vedado o início de uma partida sem que as equipes contém com um
mínimo de 5(cinco) atletas, nem será permitida sua continuação ou
prosseguimento se uma das equipes, ou ambas, ficar reduzida a menos de 3(três)
atletas. O número máximo de atletas reservas, para substituições, é de 7
(sete). Será permitido um número indeterminado de substituições
"volantes", a qualquer tempo do jogo, sem necessidade de paralisação do cronômetro, exceção feita ao
goleiro que somente poderá ser substituído com a bola fora de jogo.
Um atleta que tenha sido substituído poderá
voltar a partida em substituição a outro. A substituição volante realiza-se
quando a bola estiver em jogo, subordinando-se às seguintes condições: a) O
atleta que sai da quadra de jogo, deverá fazê-lo pela linha lateral, nos
3(três) metros correspondentes ao lado onde se encontra seu banco de reservas ,
mas nunca antes de o atleta substituído transpor completamente a linha lateral.
b) O atleta que entra na quadra de jogo deverá fazê-lo pela mesma linha da zona de substituição, também nos 3(três) metros correspondente ao lado onde se encontra seu banco de reservas e no setor chamado zona de substituições. c) É vedada a substituição do goleiro por ocasião da cobrança de tiros livres direto ou indireto (exceção na cobrança de penalidade máxima), salvo em caso de contusão grave por ele sofrida, comprovada pelo árbitro e confirmada pelo médico ou, na ausência deste, pelo massagista, ou em caso de expulsão. d) Qualquer atleta substituto está submetido a autoridade e jurisdição dos árbitros, seja ou não chamado a participar da partida.
e) A substituição completa-se quando o substituto entra na quadra de jogo e, o substituto, deixa a mesma totalmente.
b) O atleta que entra na quadra de jogo deverá fazê-lo pela mesma linha da zona de substituição, também nos 3(três) metros correspondente ao lado onde se encontra seu banco de reservas e no setor chamado zona de substituições. c) É vedada a substituição do goleiro por ocasião da cobrança de tiros livres direto ou indireto (exceção na cobrança de penalidade máxima), salvo em caso de contusão grave por ele sofrida, comprovada pelo árbitro e confirmada pelo médico ou, na ausência deste, pelo massagista, ou em caso de expulsão. d) Qualquer atleta substituto está submetido a autoridade e jurisdição dos árbitros, seja ou não chamado a participar da partida.
e) A substituição completa-se quando o substituto entra na quadra de jogo e, o substituto, deixa a mesma totalmente.
A troca de posição entre o
goleiro e os demais atletas participantes da partida poderá ser feita devendo,
entretanto, ser previamente autorizada por um dos árbitros e no momento em que
o jogo esteja paralisado.
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EQUIPAMENTOS
O equipamento dos atletas
compõe-se de camisa de manga curta, ou manga comprida, calção curto, meias de
cano longo, caneleiras, tênis confeccionados com lona, pelica ou couro macio,
com solado revestimento lateral de borracha ou material similar, ficando terminantemente
proibido o uso de camisa sem manga e de sapatos com solado de couro ou pneu, ou
que contenham travas. As caneleiras deverão estar completamente cobertas pelas
meias e serem confeccionadas em material apropriado em material apropriado que
ofereça proteção ao atleta(borracha, plástico, poliuretano ou material
similar).
O goleiro usará uniforme com
camisa de cor diferente dos demais atletas, sendo-lhe permitido, com
exclusividade, para fins de proteção, o uso de calça de agasalho.
DURAÇÃO DA PARTIDA
O Tempo de duração de uma partida
é de 40 minutos ,
cronometrados, divididos em dois
períodos de 20 minutos cada, com tempo máximo de 10 minutos para descanso entre
ambos, para as categorias Principal e Juvenil.
Considerando a menor resistência do organismo em
formação e não poder exigir-se de atletas de reduzida idade um excessivo
esforço físico, os tempos de duraçào da partida, na categoria Infantil, serão
de 30 minutos, cronometrados, divididos em dois períodos de 15 minutos cada,
com o máximo de 10 minutos de descanso entre ambos, sendo que, o mesmo vale
para a categoria feminina.
A duração de qualquer período da partida deverá ser
prorrogada para permitir a execução de uma penalidade máxima, uma vez esgotado
o tempo regulamentar.
- Será concedido às equipes disputantes,
objetivando das instruções aos atletas, o direito de solicitar o pedido máximo
de 2 (dois) tempos, um em cada período da partida, sendo de 1 (um) minuto a duração
de cada tempo solicitado.
BOLA DE SAÍDA
No ínicio da partida a escolha de
lado ou pontapé inicial será decidido por meio de sorteio pelo árbitro
principal. A equipe vencedora do sorteio escolherá a meia quadra onde irá atuar
ou optará pela execução do pontapé inicial.
Dado o sinal pelo árbitro, a partida será iniciada
por um dos atletas, que movimentará a
bola com os pés em direção ao lado contrário, devendo a a mesma, nesse
momento, estar colocada imóvel sobre o centro da quadra, cada equipe deverá estar em seu próprio lado e nenhum atleta da equipe
contrária à iniciadora da partida poderá aproximar-se a menos de 3(três) metros
da bola, nem invadir a meia quadra do adversário enquanto o pontapé inicial não
for dado e a bola houver percorrido distância igual a sua circunferência.
O atleta que executar o pontapé
inicial não poderá ter contato com a bola enquanto esta não for tocada ou
jogada por outro atleta.
Após o descanso regulamentar a que se refere a
regra, a partida recomeçará com as equipes disputantes trocando de lado e o
reinício será efetivado por um atleta da equipe contrária aquela que deu o
pontapé inicial.
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Mais informações:
sábado
VOLEIBOL OU VOLLEYBALL
O voleibol foi
inventado em 9 de Fevereiro de 1895
por William George Morgan nos Estados
Unidos da América. O objetivo de Morgan, que trabalhava na ACM de
Holyoke no Massachusetts, era criar um desporto
de equipes sem contato físico entre os adversários de modo a minimizar os riscos
de lesão.
Inicialmente, o
desporto jogava-se com uma câmara da bola de basquetebol e foi chamado Mintonette, mas rapidamente
ganhou popularidade com o nome de volleyball.
Em 1947 foi fundada a
Fédération Internationale de Volleyball (FIVB). Dois anos mais tarde, foi
realizado o primeiro Campeonato Mundial da modalidade, apenas para homens; em
1952, o evento foi estendido também ao voleibol feminino. Em 1964 o voleibol
passou a fazer parte do programa dos Jogos Olímpicos, tendo-se mantido até à
atualidade.
Recentemente, o voleibol de praia, uma
modalidade derivada do voleibol, tem obtido grande sucesso em diversos países,
nomeadamente no Brasil e nos EUA.
REGRAS
As partidas de voleibol são confrontos envolvendo duas equipes disputados em ginásio coberto. A quadra mede 18 metros de comprimento por 9 de largura, e é dividido por uma linha central em dois quadrados com lados de nove metros que constituem as quadras de cada time. O objetivo principal é conquistar pontos fazendo a bola encostar na quadra adversária ou sair para fora da área de jogo após ter sido tocada por um oponente.
Acima da linha central, é postada uma
rede de material sintético a uma altura de 2,43m para homens ou 2,24m para
mulheres (no caso de competições juvenis, infanto-juvenis e mirins, as
alturas são diferentes).
Cada quadra é por sua vez dividida em
duas áreas de tamanhos diferentes (usualmente denominadas "rede" e
"fundo") por uma linha que se localiza, em cada lado, a três metros
da rede ("linha de 3 metros").
No voleibol, todas as linhas
delimitadoras são consideradas parte integrante da quadra. Deste modo, uma
bola que toca a linha é considerada "dentro" (válida), e não
"fora" (inválida). Acima da quadra, o espaço aéreo é delimitado no
sentido lateral por duas antenas postadas em cada uma das extremidades da
rede. No sentido vertical, os únicos limites são as estruturas físicas do
ginásio.
A bola empregada nas
partidas de voleibol é composta de couro ou couro sintético e mede
aproximadamente 65cm de perímetro. Ela pesa em torno de 270g e deve ser
inflada com ar comprimido a uma pressão de 0,30 kg/cm².
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ESTRUTURA
Ao contrário de muitos esportes
coletivos, tais como o futebol ou o basquete, o voleibol é jogado por pontos, e não por tempo. Cada
partida é dividida em sets
que terminam quando uma das duas equipes conquista 25 pontos. Deve haver também uma diferença de no mínimo dois pontos com relação ao placar
do adversário - caso contrário, a disputa prossegue até que tal diferença
seja atingida. O vencedor será
aquele que conquistar primeiramente três sets.
Como o jogo termina quando um time
completa três sets vencidos, cada partida de voleibol dura no máximo cinco
sets. Se isto ocorrer, o último
recebe o nome de tie-break e termina quando um dos times atinge a marca de
15, e não 25 pontos. Como no caso dos demais, também é necessária uma
diferença de dois pontos com relação ao placar do adversário.
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Cada equipe é composta por doze
jogadores, dos quais seis estão atuando na quadra e seis permanecem no banco
na qualidade de reservas.
As substituições são limitadas: cada
técnico pode realizar no máximo seis por set, e cada jogador só pode ser
substituído uma única vez, devendo necessariamente retornar à quadra para
ocupar a posição daquele que tomara originalmente o seu lugar.
Os seis jogadores de cada equipe são
dispostos na quadra do seguinte modo.
No sentido do comprimento, três estão
mais próximos da rede, e três mais próximos do fundo; e, no sentido da
largura, dois estão mais próximos da lateral esquerda; dois, do centro da
quadra; e dois, da lateral direita. Estas posições são identificadas por
números: com o observador postado frente à rede, aquela que se localiza no
fundo à direita recebe o número 1, e as outras seguem-se em ordem crescente
conforme o sentido anti-horário.
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O JOGO
No início de cada set, o jogador que ocupa a posição 1 realiza o
saque, acerta a bola com a mão tencionando fazê-la atravessar o espaço aéreo
delimitado pelas duas antenas e aterrissar na quadra adversária. Os oponentes
devem então fazer a bola retornar tocando-a
no máximo três vezes, e
evitando que o mesmo jogador toque-a por duas vezes consecutivas.
O primeiro contato com a bola após o
saque é denominado recepção ou passe,
e seu objetivo primordial é evitar que ela atinja uma área válida do campo.
Segue-se então usualmente o levantamento,
que procura colocar a bola no ar de modo a permitir que um terceiro jogador
realize o ataque, ou seja,
acerte-a de forma a fazê-la aterrissar na quadra adversária, conquistando
deste modo o ponto.
No momento em que o time adversário
vai atacar, os jogadores que ocupam as posições 2, 3 e 4 podem saltar e
estender os braços, numa tentativa de impedir ou dificultar a passagem da
bola por sobre a rede. Este movimento é denominado bloqueio, e não é permitido para os outros três atletas
que compõem o restante da equipe.
Em termos técnicos, os jogadores que
ocupam as posições 1, 5 e 6 só podem acertar a bola acima da altura da rede
em direção à quadra adversária se estiverem no "fundo" de sua
própria quadra. Por esta razão, não só o bloqueio torna-se impossível, como
restrições adicionais se aplicam ao ataque. Para atacar do fundo, o atleta
deve saltar sem tocar com os pés na linha de três metros ou na área por ela
delimitada; o contato posterior com a bola, contudo, pode ocorrer no espaço
aéreo frontal.
Após o ataque adversário, o time
procura interceptar a trajetória da bola com os braços ou com outras partes
do corpo para evitar que ela aterrise na quadra. Se obtém sucesso, diz-se que
foi feita uma defesa, e seguem-se novos levantamento e ataque. O jogo
continua até que uma das equipes cometa um erro ou consiga fazer a bola tocar
o campo do lado oponente.
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Se o time que conquistou o ponto não
foi o mesmo que havia sacado, os jogadores devem deslocar-se em sentido
horário, passando a ocupar a próxima posição de número inferior à sua na
quadra (ou a posição 6, no caso do atleta que ocupava a posição 1). Este movimento
é denominado rodízio.
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LÍBERO
O líbero é um atleta
especializado nos fundamentos que são realizados com mais freqüência no fundo da quadra, isto é, recepção e
defesa. Esta função foi introduzida pela FIVB em 1998, com o propósito
de permitir disputas mais longas de pontos e tornar o jogo deste modo mais
atraente para o público. Um conjunto específico de regras se aplica
exclusivamente a este jogador.
O líbero deve
utilizar uniforme diferente dos demais,
não pode ser capitão do time, nem
atacar, bloquear ou sacar. Quando a bola não está em jogo, ele pode
trocar de lugar com qualquer outro jogador sem notificação prévia aos árbitros,
e suas substituições não contam para o limite que é concedido por set a cada
técnico.
Por fim, o líbero só
pode realizar levantamentos de toque do fundo da quadra. Caso esteja pisando
sobre a linha de três metros ou sobre a área por ela delimitada, deverá
executar somente levantamentos de manchete, pois se o fizer de toque por cima
(pontas dos dedos) o ataque deverá ser executado com a bola abaixo do bordo
superior da rede.
PONTOS
Existem basicamente
duas formas de marcar pontos no voleibol. A primeira consiste em fazer a bola aterrisar sobre a quadra adversária
como resultado de um ataque, de um bloqueio bem sucedido ou, mais raramente, de
um saque que não foi corretamente recebido. A segunda ocorre quando o time adversário comete um erro ou uma
falta.
Diversas situações
são consideradas erros:
·
A bola toca em qualquer lugar exceto em um dos doze atletas que estão em
quadra, na rede ou no campo válido de jogo ("bola fora").
·
O jogador toca consecutivamente duas vezes na bola ("dois
toques").
·
O jogador empurra a bola, ao invés de acertá-la. Este movimento é
denominado "carregar".
·
A bola é tocada mais de três vezes antes de retornar para o campo
adversário.
·
A bola toca a antena, ou passa sobre ou por fora da antena em direção à
quadra adversária.
·
Um jogador que está no fundo da quadra realiza um bloqueio.
·
Um jogador que está no fundo da quadra pisa na linha de três metros ou
na área frontal antes de fazer contato com a bola acima do bordo superior da
rede ("invasão do fundo").
·
Postado dentro da zona de ataque da quadra ou tocando a linha de três
metros, o líbero realiza um levantamento de toque que é posteriormente atacado
acima da altura da rede.
·
O jogador bloqueia o saque adversário.
·
O jogador está fora de posição no momento do saque.
·
O jogador saca quando não está na posição 1.
·
O jogador toca a bola no espaço aéreo acima da quadra adversária em uma
situação que não se configura como um bloqueio ("invasão por cima").
·
O jogador toca a quadra adversária por baixo da rede com qualquer parte
do corpo exceto as mãos ou os pés ("invasão por baixo").
·
O jogador leva mais de oito segundos para sacar.
·
No momento do saque, o jogador pisa na linha de fundo ou na quadra antes
de fazer contato com a bola
·
No momento do saque, os jogadores que estão na rede pulam e/ou erguem os
braços, com o intuito de esconder a trajetória da bola dos adversários. Esta
falta é denominada barreira/screening
FUNDAMENTOS
Para jogar voleibol é
necessário dominar um conjunto de seis habilidades básicas, denominadas
usualmente sob a rubrica "fundamentos". Elas são: saque, passe,
levantamento, ataque, bloqueio e defesa. A cada um destes fundamentos
compreende um certo número de habilidades e técnicas que foram introduzidas ao
longo da história do voleibol e são hoje consideradas prática comum no esporte.
O saque ou serviço marca o
início de uma disputa de pontos no voleibol. Um jogador posta-se atrás da linha
de fundo de sua quadra, estende o braço e acerta a bola, de forma a fazê-la
atravessar o espaço aéreo acima da rede delimitado pelas antenas e aterrisar na
quadra adversária. Seu principal objetivo consiste em dificultar a recepção de
seu oponente controlando a aceleração e a trajetória da bola. Um saque que não
consegue ser corretamente recebido - seja porque a bola aterrissa
diretamente sobre a quadra, seja porque sai para fora da área de jogo após ser
tocada pelo adversário - é denominado em voleibol "ace", assim como
em outros esportes tais como o tênis. No voleibol contemporâneo, foram
desenvolvidos muitos tipos diferentes de saques:
* Saque por baixo ou por cima: indica a
forma como o saque é realizado, ou seja, se o jogador acerta a bola por baixo,
no nível da cintura, ou primeiro lança-a no ar para depois acertá-la acima do
nível do ombro. A recepção do saque por baixo é usualmente considerada muito
fácil, e por esta razão esta técnica não é mais utilizada em competições de
alto nível.
* Jornada nas Estrelas: um tipo
específico de saque por baixo, em que a bola é acertada de forma a atingir
grandes alturas (em torno 25 metros).
* Saque com efeito: denominado em
inglês "spin serve", trata-se de um saque em que a bola ganha
velocidade ao longo da trajetória, ao invés de perdê-la, graças a um efeito
produzido dobrando-se o pulso no momento do contato.
* Saque flutuante ou Saque sem peso:
saque em que a bola é tocada apenas de leve no momento de contato, o que faz
com que ela perca velocidade repentinamente e sua trajetória se torne
imprevisível.
* Viagem ao Fundo do Mar ou apenas
Viagem: saque em que o jogador lança a bola, faz a aproximação em passadas como
no momento do ataque, e acerta-a com força em direção à quadra adversária.
Passe
Também chamado recepção, o passe é o primeiro contato
com a bola por parte do time que não está sacando e consiste, em última
análise, em tentativa de evitar que a bola toque a sua quadra, o que permitiria
que o adversário marcasse um ponto. Além disso, o principal objetivo deste fundamento é controlar a
bola de forma a fazê-la chegar rapidamente e em boas condições nas mãos do
levantador, para que este seja capaz de preparar uma jogada ofensiva.
O fundamento passe
envolve basicamente duas técnicas específicas: a "manchete", em que o jogador empurra a bola com a
parte interna dos braços estendidos, usualmente com as pernas flexionadas e
abaixo da linha da cintura; e o "toque",
em que a bola é manipulada com as pontas dos dedos acima da cabeça.
Quando, por uma falha
de passe, a bola não permanece na quadra do jogador que está na recepção, mas
atravessa por cima da rede em direção à quadra da equipe adversária, diz-se que
esta recebeu uma "bola de graça".
Levantamento
O levantamento é normalmente o segundo contato de um time
com a bola. Seu principal objetivo
consiste em posicioná-la de forma a permitir uma ação ofensiva por parte da
equipe, ou seja, um ataque.
A exemplo do passe,
pode-se distinguir o levantamento pelo forma como o jogador executa o
movimento, ou seja, como "levantamento
de toque" e "levantamento
de manchete". Como o primeiro usualmente permite um controle
maior, o segundo só é utilizado quando o passe está tão baixo que não permite
manipular a bola com as pontas dos dedos, ou no voleibol de praia, em que as
regras são mais restritas no que diz respeito à infração de
"carregar".
Também costuma-se
utilizar o termo "levantamento de costas", em referência à situação
em que a bola é lançada na direção oposta àquela para a qual o levantador está
olhando.
Quando o jogador não
levanta a bola para ser atacada por um de seus companheiros de equipe, mas
decide lançá-la diretamente em direção à quadra adversária numa tentativa de
conquistar o ponto rapidamente, diz-se que esta é uma "bola de
segunda".
Ataque
O ataque é, em geral, o terceiro contato de um time
com a bola. O objetivo deste
fundamento é fazer a bola aterrisar na quadra adversária, conquistando deste
modo o ponto em disputa. Para realizar o ataque, o jogador dá uma série
de passos contados ("passada"), salta e então projeta seu corpo para
a frente, transferindo deste modo seu peso para a bola no momento do contato.
O voleibol
contemporâneo envolve diversas técnicas individuais de ataque:
* Ataque do fundo: ataque
realizado por um jogador que não se encontra na rede, ou seja, por um jogador
que não ocupa as posições 2-3-4. O atacante não pode pisar na linha de três
metros ou na parte frontal da quadra antes de tocar a bola, embora seja
permitido que ele aterrise nesta área após o ataque.
* Diagonal ou Paralela: indica
a direção da trajetória da bola no ataque, em relação às linhas laterais da
quadra. Uma diagonal de ângulo bastante pronunciado, com a bola aterrissando na
zona frontal da quadra adversária, é denominada "diagonal curta".
* Cortada ou Remate:
refere-se a um ataque em que a bola é acertada com força, com o objetivo de
fazê-la aterrisar o mais rápido possível na quadra adversária. Uma cortada pode
atingir velocidades de aproximadamente 200km/h.
* Largada: refere-se a um
ataque em que jogador não acerta a bola com força, mas antes toca-a levemente,
procurando direcioná-la para uma região da quadra adversária que não esteja bem
coberta pela defesa.
* Explorar o bloqueio:
refere-se a um ataque em que o jogador não pretende fazer a bola tocar a quadra
adversária, mas antes atingir com ela o bloqueio oponente de modo a que ela,
posteriormente, aterisse em uma área fora de jogo.
* Ataque sem força: o
jogador acerta a bola mas reduz a força e conseqüentemente sua aceleração, numa
tentativa de confundir a defesa adversária.
* Bola de xeque: refere-se
à cortada realizada por um dos jogadores que está na rede quando a equipe
recebe uma "bola de graça" (ver passe, acima).
Bloqueio
O bloqueio refere-se às ações executadas pelos
jogadores que ocupam a parte frontal da quadra (posições 2-3-4) e que têm por
objetivo impedir ou dificultar o ataque da equipe adversária. Elas consistem, em
geral, em estender os braços acima do nível da rede com o propósito de
interceptar a trajetória ou diminuir a velocidade de uma bola que foi cortada
pelo oponente.Roberto ficou desesperado e logo pediu tempo técnico.
Denomina-se "bloqueio ofensivo" à
situação em que os jogadores têm por objetivo interceptar completamente o
ataque, fazendo a bola permanecer na quadra adversária. Para isto, é necessário
saltar, estender os braços para dentro do espaço aéreo acima da quadra
adversária e manter as mãos viradas em torno de 45-60° em direção ao punho. Um
bloqueio ofensivo especialmente bem executado, em que bola é direcionada
diretamente para baixo em uma trajetória praticamente ortogonal em relação ao
solo, é denominado "toco".
Um bloqueio é chamado, entretanto, "defensivo" se tem por
objetivo apenas tocar a bola e deste modo diminuir a sua velocidade, de modo a
que ela possa ser melhor defendida pelos jogadores que se situam no fundo da
quadra. Para a execução do bloqueio defensivo, o jogador reduz o ângulo de
penetração dos braços na quadra adversária, e procura manter as palmas das mãos
voltadas em direção à sua própria quadra.
Bloqueio também é classificado, de
acordo com o número de jogadores envolvidos, em "simples",
"duplo" e "triplo".
Defesa
A defesa consiste em um conjunto de técnicas que têm por objetivo
evitar que a bola toque a quadra após o ataque adversário. Além da
manchete e do toque, já discutidos nas seções relacionadas ao passe e ao
levantamento, algumas das ações específicas que se aplicam a este fundamento
são:
* Peixinho: o jogador atira-se
no ar, como se estivesse mergulhando, para interceptar uma bola, e termina o movimento
sob o próprio abdômen.
* Rolamento: o jogador rola
lateralmente sobre o próprio corpo após ter feito contato com a bola. Esta
técnica é utilizada, especialmente, para minimizar a possibilidade de contusões
após a queda que é resultado da força com que uma bola fora cortada pelo
adversário.
* Martelo/manchete invertida:
o jogador acerta a bola com as duas mãos fechadas sobre si mesmas, como numa
oração. Este técnica é empregada, especialmente, para interceptar a trajetória
de bolas que se encontram a uma altura que não permite o emprego da manchete,
mas para as quais o uso do toque não é adequado, pois a velocidade é grande
demais para a correta manipulação com as pontas dos dedos.
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